25 de agosto de 2008
O vôlei masculino e a Apollo XI
Tomando emprestado a soberba de Luis XIV, nosso ensandecido treinador Bernardinho disse em bom tom: O vôlei sou Eu! Claro que como todo insano que se acha, o chão sempre aparece mais perto do que se espera. Triste fim de nosso Policarpo das táticas mirabolantes e jogadores desgastados. Deu no que deu. Perderam.
Porque perdemos? Nos próximos anos os oráculos da hora vão tricotar seus fios de adivinhos e vamos ouvir as mais mirabolantes pérolas do bestial jornalístico de quem quase sempre não entende nada.
Na verdade perdemos porque Vôlei é um jogo de equipe e não um jogo de estrelas onde o técnico presepeiro quer aparecer mais que os jogadores. Técnico não deve desejar ser a estrela da equipe e na sua insana mediocridade exigir que todos orbitem em sua gravidade.
Vale lembrar o ensinamento do astronauta Neil Armstrong. Em sua primeira entrevista (ao sair do complexo que o levou a ser o primeiro homem a pisar na lua) foi perguntado: Senhor, qual a importância de ser o primeiro homem a pisar na lua?
Sem o manto da soberba e despido de qualquer vaidade respondeu: Em um trabalho de equipe não importa quem é o primeiro.
Bernardinho que está com a cara no chão deveria aprender a lição com quem viu o mundo rodar várias vezes e está muito bem de pé.
criado por vagner.schuler
14:31 — Arquivado em: 

Comentário por Jackelyne Schuler — 25 de agosto de 2008 @ 17:11
Vale também ressaltar o equilibrio e principalmente o senso de realidade do Zé Roberto.
Ave Zé!!!
E o Bernardinho disse “O Brasil precisava perder…” Fez-se a sua vontade!
Tenho esperança que a era do nepotismo no esporte finde…serviu de lição!
Comentário por Acoirac — 25 de agosto de 2008 @ 22:45
Abençoado é este pais em ter dois comandantes deste porte.
Salve o melhor voleibol do mundo.
Melhor um presepeiro campeão olimpico mundial e etc na mão do Brasil do que na mão dos outros.
O mesmo foi dito anos atrás de Bebeto de Freitas e ele deu 7 titulos mundiais à Itália.